HRM Logística

Empresas mudam rotas para fugir de portos ruins

08/02/2010 · Deixe um comentário

A precária infraestrutura dos portos brasileiros tem castigado a vida das empresas que dependem do comércio exterior. No último ano, apesar de a crise financeira ter arrefecido a demanda global, muitas companhias sofreram para embarcar (ou desembarcar) suas mercadorias. A operação virou uma corrida de obstáculos, que envolveu a falta de estrutura dos acessos rodoviários, ferroviários e marítimos, excesso de burocracia, custos elevados dos serviços, baixa frequência de navios e falta de contêineres para o transporte da carga.

Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), com 187 grandes empresas instaladas no País, a conjunção desses problemas tornou inviável o uso de alguns portos. Dos grupos consultados entre outubro e dezembro do ano passado, 23% não conseguiram usar algum terminal no País e tiveram de mudar sua rota tradicional.

Em alguns casos, isso significou cruzar o Nordeste até os portos do Sul e Sudeste, que também estão saturados. Um exemplo disso é Santos, o maior complexo portuário da América Latina, responsável por 27% do comércio exterior brasileiro. O porto recebe carga de toda parte do Brasil e, às vezes, não consegue dar conta de toda essa movimentação, especialmente por causa de restrições na estrutura física, como o acesso rodoviário, ferroviário e dos canais de navegação, explica o diretor do Ilos, Paulo Fleury.

O complexo recebeu a terceira pior nota das empresas entrevistadas pelo instituto, que montou um ranking dos dez principais portos do País. Suape (PE) recebeu a melhor avaliação e Salvador (BA) ficou com o último lugar nesse grupo (ver quadro). A posição do porto baiano é explicada pela falta de capacidade para atender à demanda local, destaca o diretor executivo da Associação de Usuários dos Portos da Bahia (Usuport), Paulo Villa.

Segundo ele, boa parte das companhias é obrigada a recorrer a portos de outros Estados para exportar seus produtos. É o caso, por exemplo, do algodão produzido no oeste baiano. A rota mais econômica para transportar o produto seria pelo Porto de Salvador, que fica a cerca de 850 km da região. Mas, por falta de capacidade do terminal, os produtores estão sendo obrigados a percorrer quase 1.700 km até o Porto de Santos.

Na avaliação das empresas, o problema campeão de reclamação é o acesso terrestre, totalmente despreparado para atender ao aumento da demanda. Em alguns casos, os caminhões têm de aguardar mais de um dia para conseguir descarregar o produto e sair novamente carregado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado – Por Renée Pereira

 http://www.abril.com.br/noticias/economia/empresas-mudam-rotas-fugir-portos-ruins-899126.shtml

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Porto Sem Papel quer reduzir tempo de estadia de navios em 25%

19/01/2010 · Deixe um comentário

 

Fonte:
Porto gente 19/1/2010
  

                               
Desburocratizar as operações portuárias e diminuir o tempo de estadia das embarcações, aumentando a competitividade do Brasil no mercado internacional, além de contribuir para preservação do meio-ambiente. Este é o propósito do Projeto Porto Sem Papel, que começa a ser implantado em Santos, a partir de 8 de abril.“O Brasil ocupa a 61ª posição no ranking de tempo para liberação de navios, conforme relatório elaborado pelo Banco Mundial. E isso significa mais custos de frete para as exportações e importações”, esclarece o diretor de Sistemas de Informações Portuárias da Secretaria Especial de Portos (SEP), Luis Fernando Resano.Segundo ele, o tempo médio de permanência dos navios nos portos brasileiros é de 5,8 dias, enquanto na Alemanha, por exemplo, é de apenas 7 horas. “Nossas operações portuárias são extremamente burocratizas: é necessário prestar 935 informações para seis órgãos diferentes, todas elas feitas de forma individual e em papel”, contabiliza.

A proposta do Porto sem Papel é justamente reduzir esse volume de informações, a partir da disponibilização de uma janela única eletrônica, que será acessada pelos seis órgãos envolvidos: Receita Federal, Polícia Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério de Agricultura e Abastecimento, Marinha e Autoridade Portuária.

“Com a janela única, as informações só serão prestadas uma vez e distribuídas para os respectivos órgãos. Com isso, estimamos melhorar a qualidade das operações portuárias em 60% e diminuir o tempo de estadia das embarcações em 25%”, complementou o diretor.

Carga inteligente

Além de atacar o problema da burocratização, o Programa Porto sem Papel vai melhorar a gestão dos serviços portuários. De acordo com Resano, serão instalados sistemas de rastreamento de cargas, o que permitirá otimizar o trabalho. “Hoje, no Brasil, só há rastreamento dos veículos. Vamos possibilitar também de contêineres e granel”.

Ele defende que as medidas vão melhorar a gestão de dados e permitir a avaliação do desempenho de cada órgão. “A operação portuária é muito lenta no Brasil e, muitas vezes, não sabemos nem onde está exatamente o problema, já que são muitos os envolvidos”.

Tecnologia nacional

O ministro da SEP, Pedro Brito, considera que o Programa Porto sem Papel é, paralelamente ao Projeto Nacional de Dragagem, a mais importante ação já empreendida no País para melhorar as atividades portuárias brasileiras, principalmente considerando que 95% das importações e exportações do país passam pelos portos.

Ele comemora também o fato de que a tecnologia utilizada foi desenvolvida no Brasil. “Recebemos a oferta de vários portos estrangeiros que trabalham com esse tipo de programa, mas preferimos desenvolver em casa o sistema que colocará o Brasil no mesmo patamar dos maiores países do mundo em gestão de dados portuários”, afirma.

Meio ambiente

O meio ambiente deixará de dispor, anualmente, de cerca de 340 eucaliptos, quando o Programa Porto sem Papel estiver completamente implantado no Porto de Santos. Atualmente, é essa a média de árvores necessárias para sustentar o volume de papéis utilizados a cada ano nas operações do maior porto do País.

“Em um ano, consome-se, só no Porto de Santos, 3.773.800 folhas de papel do tamanho A4, que representam 7546 resmas de 500 folhas, com 2,3 quilos por resma. Isso resulta no corte dos 340 eucaliptos, árvore que demora sete anos para se formar”, acrescenta o diretor.

Cronograma

Em 8 de abril, começarão as operações no sistema de janela única no Porto de Santos. Resano afirma que a transferência do sistema manual para o eletrônico será gradual e suave. “Queremos nos certificar de que não haverá interrupção nos serviços, porque isso prejudicaria ainda mais a balança comercial brasileira”.

Após o início das operações em Santos, a SEP pretende levar o projeto para os portos de Vitória e Rio de Janeiro. O diretor estima que, até 15 de outubro, a primeira fase do projeto estará implantada e que, em um ano, o porto já estará operando de forma totalmente eletrônica.

 

http://www.ntcelogistica.org.br/noticias/materia_completa.asp?CodNoti=38502

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Bird: melhoria na logística global de mercadoria

16/01/2010 · Deixe um comentário

O Banco Mundial afirmou nesta sexta-feira que a logística global de mercadorias apresenta melhora, mas que ainda falta para a normalização da economia e recuperação das empresas.

Segundo um relatório publicado pela instituição, a Alemanha está em 1º lugar no ranking de Índice de Performance de Logística entre os 155 blocos econômicos. A China está em 27º lugar.

O resultado é baseado em uma pesquisa completa da logística internacional. O relatório revelou que os blocos ricos dominam a maior parte das cadeias importantes de oferta global.

 

 

O Banco Mundial afirmou nesta sexta-feira que a logística global de mercadorias apresenta melhora, mas que ainda falta para a normalização da economia e recuperação das empresas.

Segundo um relatório publicado pela instituição, a Alemanha está em 1º lugar no ranking de Índice de Performance de Logística entre os 155 blocos econômicos. A China está em 27º lugar.

O resultado é baseado em uma pesquisa completa da logística internacional. O relatório revelou que os blocos ricos dominam a maior parte das cadeias importantes de oferta global.

  2010-01-16 20:38:59  cri – http://portuguese.cri.cn/561/2010/01/16/1s117818.htm

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Os prejuízos da falta de sincronização de dados e como resolver o problema

15/01/2010 · Deixe um comentário

Uma pesquisa da AMR Research revela que, em média, 30% das transações entre indústria e varejo contêm dados incorretos. Outra pesquisa realizada pela Ernst & Young mostra que, devido a esta ineficiência na cadeia de abastecimento, as empresas perdem em média 3,5% das vendas todos os anos. Os dois estudos referem-se aos chamados dados mestres (master data), ou seja, dados cadastrais de produto como descrições, códigos, pesos e dimensões.

A falta de sincronização de dados entre varejo e indústria é atualmente um dos principais geradores de desperdício, ineficiência e falta de produtos nos pontos de venda. Este problema, consequente da inacuracidade de dados, é ainda mais evidente no Brasil, onde, apesar da tecnologia já ter mudado consideravelmente o comportamento do varejo e da indústria, ainda há muito a ser feito. Por aqui, mesmo grandes redes varejistas ainda utilizam processos manuais para sincronizar dados de produtos, o que, inevitavelmente, resulta em dados imprecisos.

http://www.supplychainmix.com.br/2010/01/os-prejuizos-da-falta-de-sincronizacao-de-dados-e-como-resolver-o-problema/

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Wal-Mart é o maior varejista do mundo; Pão de Açúcar fica em 92° lugar

12/01/2010 · Deixe um comentário

A Global Powers of Retailing TOP 25, desenvolveu um ranking baseado nas vendas do ano fiscal de 2008. O Walmart foi ficou em primeiro lugar como a maior rede varejista do mundo.

A empresa norte-americana atingiu US$ 401,6 bilhões em suas operações em todo o mundo, um valor mais de três vezes maior do que o segundo colocado, o francês Carrefour, que chegou aos US$ 127,9 bilhões.

No ranking ainda estão: Metro AG (Alemanha), Tesco (Reino Unido), Schwarz Untermehmens Treuhand (Alemanha), The Kroger (Estados Unidos), The Home Depot (Estados Unidos), Costco Wholesale (Estados Unidos), Aldi GmbH (Alemanha) e Target (Estados Unidos) Do Top Tem. No Brasil, apenas Wal-Mart e Carrefour tem presença no país.

Algumas redes brasileiras também entraram no ranking. O Grupo Pão de Açúcar é o maior do país, na 92ª colocação, e vendas no varejo de US$ 10,05 bilhões em 2008. A Casas Bahia no 131° lugar, com US$ 6,5 bi, e as Lojas Americanas, em 200°, com US$ 3,89 bi. A lista baseada em 2008 não trata Pão de Açúcar e Casas Bahia como a mesma empresa, mas se isto tivesse ocorrido, as vendas de varejo somadas colocariam a empresa na 48ª posição mundial.

A maior receita com vendas no varejo da América Latina é da chilena Cencosud, 80ª colocada. Ela está presente no Brasil, pois comprou a GBarbosa em 2007.

Informações Felipe Turlão

12/01/10 – Redação Adnews – http://www.adnews.com.br/negocios.php?id=98462

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